quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Janela, alma da casa, entra sol, a casa fica bem arejada, entra a saúde, não entra o médico.

Toc, toc, pode entrar a casa é sua.
Olha só que beleza, as pedrinhas , que mosaico, as cores, é tão interessante ver o desgaste das cores pq tem outras cores, são camadas de tintas de alguém com alma de artista que cuida desta escada, que carinho, como cuidar de um jardim.
Janelas azuis sempre inspiram, olha só que jardim tão colorido.
Fiquei  imaginando o barulhinho da água, tão divertido, criativo.

Eu sempre gostei dos coloridos das janelas, a máquina de fotografias nesta hora é essencial pra registrar, tem um romantismo, uma magia, nas cores, flores
A leveza da cortina , enfeitar com flores cestos, duendes , gnomos, daí vem o romantismo.
As flores é ou não essencial nas janelas, claro que é.
O vitral tem uma história bem interessante, amei esta imagem translúcida, com todas as cores, deve ser uma alegria, um presente.


O vitral (da língua francesa "vitrail") é um tipo de vidraça composta por pedaços de vidro coloridos, que geralmente representa cenas ou personagens. É um dos elementos arquitectónicos característicos do estilo gótico.


Tendo florescido na Europa durante a Idade Média, os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas ecatedrais, uma vez que o efeito da luz do Sol que por eles penetravam, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.
Adicionalmente, serviam como recurso didáctico para a instrução do catolicismo a uma população inculta e analfabeta.


A ARTE DE SER FELIZ

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos
dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e
outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


Cecília Meireles



Fontes de imagens:
interioralchemy.tumblr
greeksiderummager.com
doshe.tumblr.com
pilgrimandpie.blogspot.com

3 comentários:

  1. tudo lindo, adorei o post, bjos e bom dia

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  2. Lindo, lindo, lindo! Amei de paixão cada cantinho que vc. nos mostrou.
    Muito bom ter passado aqui hoje.
    bj
    yvone

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